{"id":16871,"date":"2020-11-12T01:16:58","date_gmt":"2020-11-12T04:16:58","guid":{"rendered":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/?p=16871"},"modified":"2020-11-12T01:17:01","modified_gmt":"2020-11-12T04:17:01","slug":"as-culturas-da-capoeira-identidade-e-resistencia-no-espaco-soteropolitano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/16871\/","title":{"rendered":"As culturas da capoeira: identidade e resist\u00eancia no espa\u00e7o soteropolitano"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Bruno Ot\u00e1vio de Lacerda Abrah\u00e3o, Carlos Ferreira Filho, Edinei Gon\u00e7alves Garzedin, Jessica Belon, Paulo Gon\u00e7alves<\/h3>\n\n\n\n<p>A capoeira prima pela pluralidade. S\u00e3o v\u00e1rias as institui\u00e7\u00f5es destinadas ao seu ensino, desde formas mais tradicionais (Regional e Angola), at\u00e9 concep\u00e7\u00f5es mais modernas, levando-nos a pensar em \u201cculturas\u201d para dar conta da riqueza de sua diversidade. Uma das narrativas fortes sobre o seu surgimento remete \u00e0 regi\u00e3o portu\u00e1ria da cidade de Salvador onde, entre um trabalho e outro, estivadores praticavam-na. Concebidas pela elite soteropolitana como espa\u00e7o privilegiado para a criminalidade, representada por comportamentos antissociais das camadas populares, as ruas eram territ\u00f3rios onde os praticantes podiam divertir-se, encontrar-se nas rodas da capoeira, promovendo um choque nas atribui\u00e7\u00f5es que cada grupo social dava ao espa\u00e7o p\u00fablico. As ruas de Salvador eram palcos de arrua\u00e7as e brincadeiras cont\u00ednuas de uma pr\u00e1tica cultural que estava presente na identidade social dos baianos. Uma rela\u00e7\u00e3o entre a capoeira e a geografia da cidade, identificada pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN) destaca que, das vinte freguesias que compunham a cidade de Salvador, naquele in\u00edcio de S\u00e9culo XX, tr\u00eas se destacaram como \u00e1reas de maior concentra\u00e7\u00e3o de capoeiras. Em ordem decrescente: o Pilar, que ficava na cidade baixa; e a S\u00e9 e a rua do Pa\u00e7o, que ficavam na cidade alta. O Barrac\u00e3o de Valdemar, na Liberdade, \u00e9 outro ponto geogr\u00e1fico com a marca da capoeira e vale ainda ressaltar as festas populares como cen\u00e1rio para acontecimento das rodas. Nesse contexto, o objetivo desta proposta de mesa \u00e9 problematizar a presen\u00e7a da capoeira na geografia da cidade, mapeando a ocupa\u00e7\u00e3o das ruas de Salvador pela mesma, atrav\u00e9s de literatura que abordou a sua rela\u00e7\u00e3o com os aspectos hist\u00f3ricos e socioculturais, ao longo do S\u00e9culo XX e nos dias atuais. Compreender quais foram estes lugares e onde est\u00e3o podem nos fornecer um mosaico dos territ\u00f3rios de maior incid\u00eancia da capoeira na cidade, podendo t\u00ea-los como lugares de resist\u00eancia cultural. Os primeiros ind\u00edcios de resultados d\u00e3o conta que os territ\u00f3rios culturais dos capoeiras de outrora se articulavam nos espa\u00e7os p\u00fablicos da cidade, afirmando identidades sociais, demarcando espa\u00e7o e dando visibilidade a capoeira baiana; essa din\u00e2mica valorizou os saberes ancestrais e potencializou a arte do corpo na luta, no jogo, no universo l\u00fadico em espa\u00e7os variados, ampliando o repert\u00f3rio das linguagens que constroem as diferentes \u00e1reas da cidade . No decorrer do s\u00e9culo XX, a capoeira disseminou-se pelos mais variados espa\u00e7os da capital da Bahia, construindo identidade social forma\u00e7\u00e3o humana do baiano, refor\u00e7ando a pujan\u00e7a cultural desta cidade. O \u00faltimo recenseamento, encontrado no livro \u201cA capoeira em Salvador: registro de mestres e institui\u00e7\u00f5es\u201d, organizado por Alex Pochat e publicado pela Editora Funda\u00e7\u00e3o Greg\u00f3rio de Matos no ano de 2015, levantou 168 n\u00facleos de capoeira na cidade. Radicados em diferentes espa\u00e7os na geografia da cidade, estas institui\u00e7\u00f5es estabelecem v\u00ednculos com a cultura local. Ao situar o lugar de cada institui\u00e7\u00e3o na cartografia da cidade, teremos um panorama de quais s\u00e3o os lugares em que a diversidade da cultura da capoeira se propagou e atualmente segue perpetuada na cidade<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruno Ot\u00e1vio de Lacerda Abrah\u00e3o, Carlos Ferreira Filho, Edinei Gon\u00e7alves Garzedin, Jessica Belon, Paulo Gon\u00e7alves A capoeira prima pela pluralidade. 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