{"id":16803,"date":"2020-11-11T23:18:52","date_gmt":"2020-11-12T02:18:52","guid":{"rendered":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/?p=16803"},"modified":"2020-11-11T23:18:55","modified_gmt":"2020-11-12T02:18:55","slug":"o-lugar-da-mulher-na-ficcao-televisiva-contemporanea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/16803\/","title":{"rendered":"O  lugar da mulher na fic\u00e7\u00e3o televisiva contempor\u00e2nea"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">S\u00f3nia de S\u00e1, Louise Souza, Livia Gl\u00f3ria, Mateus Fonseca<\/h3>\n\n\n\n<p>A proposta apresenta quatro an\u00e1lises a quatro s\u00e9ries de fic\u00e7\u00e3o televisiva \u2013 3 Mulheres (Vendrell, 2018), Coisa Mais Linda (Cedroni &amp; Roth, 2019), Normal People (Abrahamson &amp; Macdonald, 2020) e Euphoria (Levinson, 2019) \u2013, a partir da representa\u00e7\u00e3o da mulher nestas obras. Pretende-se, portanto, uma an\u00e1lise do lugar da mulher na narrativa e no espa\u00e7o de fala, ou seja, nos protagonismos que est\u00e3o a ser entregues \u00e0s personagens femininas nas s\u00e9ries televisivas da atualidade (2018-2020). Os resultados indiciam que, por um lado, a mulher est\u00e1 a ganhar espa\u00e7o de preval\u00eancia de personagem principal na fic\u00e7\u00e3o televisiva serializada em diversos pa\u00edses, contudo, por outro, mant\u00e9m tra\u00e7os de v\u00edtima, emotiva e impulsiva, em contraposi\u00e7\u00e3o com o personagem homem, representado, maioritariamente, como l\u00edder e decisor.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>T\u00edtulo: <\/strong><em>A mulher feminista portuguesa e o Estado Novo em \u201c3 Mulheres\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Autora: <\/strong>S\u00f3nia de S\u00e1 (LabCom, Universidade da Beira Interior)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resumo:<\/strong> A partir das hist\u00f3rias de tr\u00eas feministas portuguesas \u2013 Snu Abecassis, Nat\u00e1lia Correia e Maria Armanda \u2013, a s\u00e9rie <em>3 Mulheres<\/em> (Vendrell, 2018) traz para a fic\u00e7\u00e3o televisiva contempor\u00e2nea perspetivas sobre o feminismo ativo em Portugal no per\u00edodo do regime salazarista, numa representa\u00e7\u00e3o da busca pela igualdade de g\u00e9nero e de independ\u00eancia da mulher sobre o homem-pai, o homem-patr\u00e3o, o homem-marido, o homem-filho. A partir de uma an\u00e1lise f\u00edlmica, esta comunica\u00e7\u00e3o categoriza o feminismo na s\u00e9rie. Os primeiros dados indicam que as tr\u00eas personagens femininas s\u00e3o representadas como independentes, fortes e l\u00edderes, n\u00e3o obstante, sempre ligadas a um \u2013 ou v\u00e1rios \u2013 personagens masculinas que det\u00eam algum \u2013 ou muito \u2013 poder sobre aquelas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>T\u00edtulo: <\/strong><em>A representa\u00e7\u00e3o do machismo na s\u00e9rie \u201cCoisa mais linda\u201d: um paralelismo de \u00e9pocas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Autora: <\/strong>Louise Souza (Universidade da Beira Interior)<em>&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resumo:<\/strong> A s\u00e9rie brasileira \u201cCoisa mais linda\u201d (Ortiz, Prata &amp; Rezende, 2019) retrata a vida de mulheres de diferentes contextos sociais nos anos de 1950. \u00c9poca em que a vida profissional e social feminina, na aus\u00eancia da companhia de uma figura masculina, era considerada vulgar e malvista por grande parte da sociedade, inclusive outras mulheres. Entretanto, apesar da s\u00e9rie se passar em 1950, retrata uma realidade que as mulheres ainda s\u00e3o obrigadas a enfrentar. Este paralelismo de \u00e9pocas coloca em evid\u00eancia problemas j\u00e1 enraizados h\u00e1 anos na sociedade que podem ser resumidos em um termo, denominado \u201cmachismo\u201d. O que parece ser uma ideia antiquada e sem muito sentido naquela \u00e9poca, ainda pode ser facilmente observada nos dias de hoje, da forma mais evidente, mesmo que mais sutil.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>T\u00edtulo:<\/strong> <em>A diversidade feminina na gera\u00e7\u00e3o Z nos EUA retratada na s\u00e9rie Euphoria<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Autora:<\/strong> L\u00edvia Gl\u00f3ria (Universidade da Beira Interior)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resumo:<\/strong> As s\u00e9ries televisivas ficcionais t\u00eam enquadrado elementos e contextos sociais da realidade contempor\u00e2nea. A partir desse intuito, a s\u00e9rie da HBO, <em>Euphoria<\/em> (Levinson 2019), apresenta sete jovens como personagens principais, representantes da gera\u00e7\u00e3o Z. Mostrando como esses personagens lidam com a juventude atual, tendo uma enorme facilidade de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o por causa da internet, que disponibiliza temas como drogas, pornografia e falsifica\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria, em seu cotidiano. Dentro dessa realidade, cinco das sete personagens s\u00e3o mulheres, apresentando entre si grande diversidade na forma como se entende ser mulher. Na s\u00e9rie, algumas lidam com problemas j\u00e1 recorrentemente apresentados na televis\u00e3o e na m\u00eddia num geral, como problemas femininos, por exemplo, a viol\u00eancia dom\u00e9stica, e outros menos falados, como a visibilidade do transg\u00eanero. Por\u00e9m, como indica a nossa an\u00e1lise, mesmo dentro dessa representa\u00e7\u00e3o maioritariamente feminina, ainda nos deparamos com a masculinidade t\u00f3xica e o machismo recorrente, modificando o rumo de muitas das mulheres da s\u00e9rie.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><strong>T\u00edtulo: <\/strong><em>Reflexos da realidade feminina contempor\u00e2nea na fic\u00e7\u00e3o Normal People<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Autor: <\/strong>Mateus Fonseca (Universidade da Beira Interior)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resumo:<\/strong> Os meios de comunica\u00e7\u00e3o audiovisual e as plataformas de <em>streaming<\/em> est\u00e3o ganhando mais espa\u00e7o na vida de muitos indiv\u00edduos e, com isso, t\u00eam moldado as realidades sociais, seja com base em estere\u00f3tipos ou, em alguns casos, atrav\u00e9s de correla\u00e7\u00f5es fidedignas. A partir deste princ\u00edpio, foi analisada a fic\u00e7\u00e3o <em>Normal People<\/em> (Abrahamson &amp; Macdonald, 2020) com o intuito de identificar o modo de representa\u00e7\u00e3o da personagem feminina dentro da narrativa e suas realidades sociais correspondentes, ou n\u00e3o, \u00e0 sociedade contempor\u00e2nea. Atrav\u00e9s da an\u00e1lise de conte\u00fado da s\u00e9rie, podemos observar a predomin\u00e2ncia do papel feminino retratando a realidade humana como fator principal, em que \u00e9 tratado quest\u00f5es pertinentes como a viol\u00eancia dom\u00e9stica e psicol\u00f3gica e suas implica\u00e7\u00f5es durante a forma\u00e7\u00e3o da juventude. Para al\u00e9m disso, em rela\u00e7\u00e3o a personagens secund\u00e1rias, vemos a preval\u00eancia de estere\u00f3tipos ligados a mulher e ainda a problem\u00e1tica da constru\u00e7\u00e3o masculina como ser dominante e violento.&nbsp;<strong>Palavras-chave:<\/strong> Mulher; retrato; reflexo; fic\u00e7\u00e3o; <em>Normal People<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00f3nia de S\u00e1, Louise Souza, Livia Gl\u00f3ria, Mateus Fonseca A proposta apresenta quatro an\u00e1lises a quatro s\u00e9ries de fic\u00e7\u00e3o televisiva \u2013 3 Mulheres (Vendrell, 2018), Coisa Mais Linda (Cedroni &amp;&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":137,"featured_media":16785,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[158,168,1],"tags":[],"class_list":["post-16803","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gt-2","category-live-15","category-resumos"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/11\/GT2.png?fit=600%2C600&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16803","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/users\/137"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16803"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16803\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16804,"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16803\/revisions\/16804"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16785"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16803"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16803"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16803"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}