{"id":16752,"date":"2020-11-11T21:01:51","date_gmt":"2020-11-12T00:01:51","guid":{"rendered":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/?p=16752"},"modified":"2020-11-11T22:21:28","modified_gmt":"2020-11-12T01:21:28","slug":"grada-kilomba-performando-negritude-e-tornando-se-sujeito-politicas-da-pele-e-supremacismo-racial-julio-cesar-sa-da-rocha-pensilvania-neves-cecilia-amalia-cunha-santos-sthella-laryssa-barros-l","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/16752\/","title":{"rendered":"Grada Kilomba: performando negritude e tornando-se sujeito + Pol\u00edticas da pele e supremacismo racial"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Julio Cesar S\u00e1 da Rocha, Pensilvania Neves, Cecilia Am\u00e1lia Cunha Santos, Sthella Laryssa Barros Loureiro Lima, Deane Barbosa de Jesus, Giovanna Martins Sampaio, Camila Bispo Vale, Leila Santiago Cust\u00f3dio da Silva, Mariane Santos de Oliveira<\/h3>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>GRADA KILOMBA: performando negritude e tornando-se sujeito<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Coordenador:<\/strong> Julio Cesar S\u00e1 da Rocha<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resumo.<\/strong> O Quilombismo de Abdias Nascimento, que teve sua primeira edi\u00e7\u00e3o em 1980, \u00e9 obra de reflex\u00e3o cr\u00edtica que versa sobre as pr\u00e1ticas racistas no Brasil e a situa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra. O livro estrutura-se em dez ensaios denominados Documentos, sendo que o primeiro Documento &#8220;Mistura ou Massacre?&#8221; se debru\u00e7a sobre o racismo \u00e0 brasileira e a an\u00e1lise comparativa com aquele da \u00c1frica do Sul e EUA. O cap\u00edtulo aprofunda a an\u00e1lise sobre o massacre e genoc\u00eddio do negro. A obra do intelectual e pol\u00edtico Abdias Nascimento continua extremamente atual diante da realidade da necropol\u00edtica dos tempos atuais,&nbsp;com utiliza\u00e7\u00e3o da categoria do Professor Achillie Membe e que Abdias traduzia como etnoc\u00eddio cometido pelo Estado brasileiro. Enfim, O Quilombismo \u00e9 obra de vanguarda e que precisa ser conhecida, debatida e colocada em pr\u00e1tica nos diversos campos do conhecimento, com influ\u00eancia nas culturas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Performando Negritude<\/strong> &#8211; Deane B. de Jesus, Pensilvania Neves e Sthella Larissa Lima<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u201cMem\u00f3rias de Planta\u00e7\u00e3o: Epis\u00f3dios de racismo cotidiano\u201d, Grada Kilomba narra diversas situa\u00e7\u00f5es de racismo decorrente da condi\u00e7\u00e3o de Outro das pessoas negras. \u201cPerformando a <em>Negritude\u201d<\/em> integra: Performando perfei\u00e7\u00e3o e representando a \u201cra\u00e7a\u201d; Vindo para a Alemanha; Confiss\u00f5es racistas e agress\u00f5es; A representa\u00e7\u00e3o da negritude, que anuncia o racismo, encerra duplo movimento, de inclus\u00e3o e de exclus\u00e3o, j\u00e1 que a posi\u00e7\u00e3o de destaque demonstra a inclus\u00e3o em um espa\u00e7o de exclus\u00e3o e aquela\/e que representa se sente respons\u00e1vel por esta representa\u00e7\u00e3o. A identifica\u00e7\u00e3o da pessoa como \u201cra\u00e7a\u201d resvala na identifica\u00e7\u00e3o absoluta ou no essencialismo, no qual tanto h\u00e1 a nega\u00e7\u00e3o ao direito \u00e0 subjetividade quanto a exist\u00eancia em triplicidade: a pessoa \u00e9 um <em>corpo<\/em>, uma <em>hist\u00f3ria<\/em>, uma <em>ra\u00e7a<\/em>. Em um \u201cesquema epid\u00e9rmico racial\u201d (Fanon), a pessoa negra n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ela mesma, mas \u00e9 um todo, dissociada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 <em>branquitude<\/em>. Rastrear o passado e alcan\u00e7ar a descend\u00eancia s\u00e3o formas de deslocamento espa\u00e7o-racial; como uma esp\u00e9cie de compensa\u00e7\u00e3o da nacionalidade imperfeita ou, mesmo, de um ser afro-alem\u00e3o: colocar-se <strong>fora<\/strong> da na\u00e7\u00e3o <em>branca.<\/em> H\u00e1 o duplo estranhamento, um \u201cn\u00e3o ter direito de saber\u201d decorrente da escraviza\u00e7\u00e3o: processo de desmem\u00f3ria, na din\u00e2mica do deslocamento cont\u00ednuo e regular de um \u201cdes-lugar\u201d. A exist\u00eancia da ofensa indireta, por meio de um terceiro grupo, expressa a viol\u00eancia do racismo, como se a pessoa com quem se fala, titulada como minoria, e que, at\u00e9, apresenta as caracter\u00edsticas do grupo ofendido, fosse sobrestada, para ouvir, sob a licen\u00e7a de \u201cn\u00e3o pertencer\u201d, ao menos neste vi\u00e9s do discurso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tornar-se Sujeito segundo Grada Kilomba<\/strong> &#8211; Cecilia Am\u00e1lia Cunha Santos<br><br>A autora inicia o cap\u00edtulo 1 de Mem\u00f3rias da Planta\u00e7\u00e3o falando sobre a m\u00e1scara utilizada pela escravizada Anast\u00e1cia, que gra\u00e7as a uma pintura do in\u00edcio do S\u00e9culo XIX, ficou eternizada no imagin\u00e1rio de todos, principalmente das pessoas negras\/os. Entretanto, Kilomba n\u00e3o se limita a recordar esse passado doloroso, ao rev\u00e9s, analisa no texto como esse instrumento de tortura est\u00e1 presente na boca e na fala das pessoas negras, simbolicamente, at\u00e9 os dias de hoje. Com efeito, assevera a autora que a m\u00e1scara serviu no passado para evitar que os escravizados\/as comessem frutas e outros alimentos que n\u00e3o lhes eram destinados e para que n\u00e3o comessem terra, forma de suic\u00eddio utilizado na \u00e9poca para abrandar a dor do cativeiro. Al\u00e9m disso, a m\u00e1scara servia para evitar a fala, a express\u00e3o dos pensamentos e descontentamentos, era a proibi\u00e7\u00e3o de comunicar os sentimentos, de formar v\u00ednculos pessoais como meio de ampliar a domina\u00e7\u00e3o. De certo modo, privar os escravizados\/as da comunica\u00e7\u00e3o acentuava a sua desumaniza\u00e7\u00e3o e segundo a autora, esse silenciamento continua acontecendo por meio de mascaras invis\u00edveis e simb\u00f3licas que afastam as pessoas Negras\/os dos debates sobre seus interesses pol\u00edticos, pessoais, sentimentais e etc. Acrescenta que nessa din\u00e2mica desumanizante o sujeito negro\/a se torna o\/a outro\/a, o n\u00e3o europeu, o n\u00e3o humano, animalizado, o n\u00e3o racional, o sem cultura e sem alma, pois com esse discurso estava justificada sua escraviza\u00e7\u00e3o, na condi\u00e7\u00e3o de objetos que poderiam ser usados pelos seus propriet\u00e1rios como bem entendessem. Al\u00e9m disso, a autora defende que o sujeito branco projeta nos negros\/as todas as suas sombras, com as quais se recusa a lidar, utilizando-os como espelho dos seus pr\u00f3prios defeitos, e atrav\u00e9s dessa estrat\u00e9gia narrativa, refor\u00e7aria ainda mais a sua dita inferioridade que justificava sua subjuga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong> Pol\u00edticas da Pele e Supremacismo racial<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O Quilombismo: &#8220;Mistura ou Massacre?&#8221;<\/strong><strong> &#8211; <\/strong>Julio Cesar de S\u00e1 da Rocha<\/p>\n\n\n\n<p>O Quilombismo de Abdias Nascimento, que teve sua primeira edi\u00e7\u00e3o em 1980, \u00e9 obra de reflex\u00e3o cr\u00edtica que versa sobre as pr\u00e1ticas racistas no Brasil e a situa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra. O livro estrutura-se em dez ensaios denominados Documentos, sendo que o primeiro Documento &#8220;Mistura ou Massacre?&#8221; se debru\u00e7a sobre o racismo \u00e0 brasileira e \u00e0 an\u00e1lise comparativa com aquele da \u00c1frica do Sul e EUA. O cap\u00edtulo aprofunda a an\u00e1lise sobre o massacre e genoc\u00eddio do negro. O documento inicia com a quest\u00e3o posta pelo autor \u201cqual a utilidade de um livro como este?\u201d e ele mesmo responde que \u00e9 \u201crevelar a experi\u00eancia dos africanos no Brasil e de relacionar essa experi\u00eancia aos esfor\u00e7os de mulheres e dos homens negro-africanos de qualquer parte do mundo no sentido de reconquistar sua liberdade e dignidade humana, assumindo, por esse meio, o protagonismo da hist\u00f3ria\u201d (p. 33). O Documento dialoga com diversos e diversas autores e autoras, n\u00e3o deixando de pontuar a nega\u00e7\u00e3o do acesso a direitos diante da supremacia racial branca. A obra do intelectual e pol\u00edtico Abdias Nascimento continua extremamente atual diante da realidade da necropol\u00edtica dos tempos atuais,&nbsp;com utiliza\u00e7\u00e3o da categoria elaborada pelo Professor camaron\u00eas Achille Mbembe e que Abdias traduzia como etnoc\u00eddio cometido pelo Estado brasileiro. Enfim, O Quilombismo \u00e9 obra de vanguarda e que precisa ser conhecida, debatida e colocada em pr\u00e1tica nos diversos campos do conhecimento atrav\u00e9s da capacidade anal\u00edtica e propositiva expressa nos seus 10 cap\u00edtulos, com influ\u00eancia direta na cultura, ou melhor nas culturas, como \u00e9 a proposta desta Mesa e deste Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A fala e o Outro nos Epis\u00f3dios de Grada Kilomba<\/strong> \u2013 Giovanna Martins Sampaio<\/p>\n\n\n\n<p>O presente trabalho objetiva analisar introdutoriamente a obra Mem\u00f3rias da Planta\u00e7\u00e3o, e algumas das suas poss\u00edveis intersec\u00e7\u00f5es com as ideias e teorias de outros autores decoloniais e antiracistas; Atrav\u00e9s de uma perspectiva te\u00f3rica eminentemente psicol\u00f3gica e multidisciplinar, Grada busca ora enunciar \u201c<strong>vozes torturadas, l\u00ednguas rompidas, idiomas impostos, discursos impedidos\u201d<\/strong> dos que t\u00eam fome de ganhar voz, vocalizar a hist\u00f3ria passada no presente para transforma\u00e7\u00e3o imediata da objetifica\u00e7\u00e3o racista, sendo a fala verdadeiro instrumento de resist\u00eancia e oposi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica; Ademais, lan\u00e7amos m\u00e3o da comparatividade do colonialismo portugu\u00eas e no Brasil, relatando o genoc\u00eddio racial na Am\u00e9rica; Grada ainda apresenta a exclus\u00e3o e exclusividade do registro da hist\u00f3ria, escrita e falada pelos colonizadores, sendo ato de subjuga\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que impede o exerc\u00edcio da cidadania emanada, por parte dos sujeitos objetificados, pelo que a escrita legitima uma hist\u00f3ria \u201cficta\u201d\/imposta; Dessa forma, Grada Kilomba escreve e registra a nega\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o individual e coletiva da identidade psicol\u00f3gica pelos sujeitos subjugados, e assim busca\/procura expor sua desobedi\u00eancia ao sistema enquanto escreve a verdadeira trajet\u00f3ria sua e de seus \u201cirm\u00e3os de di\u00e1spora\u201d; Kilomba tamb\u00e9m relata a necessidade coletiva antiracista de \u201cinvestidura\u201d de autoridade e consci\u00eancia, de empoderamento quanto ao pr\u00f3prio destino e \u00e0 pr\u00f3pria trajet\u00f3ria: afastar o \u201c<strong>Outro\u201d <\/strong>de mim e retomar o meu Eu enquanto sujeito, psicol\u00f3gico, de direito, e determinado; Assim, Grada contextualiza o trauma coletivo do racismo cotidiano e do colonialism estruturado no temor em constantes \u201creprises art\u00edsticas, po\u00e9ticas, narrativas e ideol\u00f3gicas e sociais\u201d; Grada conclui revelando a decoloniza\u00e7\u00e3o em suas palavras escritas, e revelando as \u201cescrituras\u201d antiracistas anteriorment abafadas e escondidas; Ultimamente, Kilomba retrata em seus \u201c<strong>Epis\u00f3dios<\/strong>\u201d ensaios biogr\u00e1ficos de autoconhecimento, e a forma\u00e7\u00e3o e constitui\u00e7\u00e3o coletivas da di\u00e1spora Africana e do fazer decolonial; Finalmente, o m\u00e9todo escolho foi o de revis\u00e3o sistem\u00e1tica, com abordagem qualitative, de cunho descritivo e explorat\u00f3rio, bem como que reflexivo e extensivo;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pol\u00edticas da Pele e Supremacismo racial<\/strong> \u2013 Camila Bispo Vale, Leila Santiago Cust\u00f3dio da Silva &amp; Mariane Santos de Oliveira<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o acerca do racismo estrutural e suas consequ\u00eancias perversas ao indiv\u00edduo, enquanto ser humano, potencializadas por um projeto pol\u00edtico sofisticado de apagamento hist\u00f3rico da negritude, podem ser elucidadas atrav\u00e9s da an\u00e1lise das <em>Pol\u00edticas da pele<\/em> e do discurso ideol\u00f3gico do \u201csupremacismo\u201d branco na sociedade. Uma das facetas do racismo \u00e9 a hierarquiza\u00e7\u00e3o dos tons de pele. Esse aspecto fenot\u00edpico, bastante relevante no contexto brasileiro, supostamente determina quem \u00e9 considerado negro e quem n\u00e3o o \u00e9, determinando, consequentemente, quem \u00e9 discriminado ou n\u00e3o, quem tem lugar de fala ou n\u00e3o, e quem tem acesso ou n\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas afirmativas. Nesse sentido, as <em>Pol\u00edticas da pele<\/em>, conforme Grada Kilomba, s\u00e3o respons\u00e1veis por uma dualidade na qual o negro <em>luta para se identificar com o que se \u00e9, mas n\u00e3o como se \u00e9 visto no mundo conceitual branco \u2013 uma amea\u00e7a. <\/em>Destaca-se, aqui, a dificuldade encontrada pelos negro de tom de pele mais claro em viver numa sociedade na qual recebe tratamento d\u00fabio: s\u00e3o vistos como amea\u00e7adores no contexto geral, sofrendo os mais diversos tipos de discrimina\u00e7\u00f5es e viola\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o s\u00e3o vistos como tal quando buscam expressar seus pensamentos e ter acesso \u00e0s pol\u00edticas afirmativas. H\u00e1, portanto, uma conveniente <em>incapacidade de ver a ra\u00e7a<\/em> desses sujeitos em momentos espec\u00edficos, estabelecendo-se mais uma estrat\u00e9gia de viol\u00eancia e invizibiliza\u00e7\u00e3o. J\u00e1 Abdias Nascimento, em um di\u00e1logo com o estudo elaborado pela estadunidense Dorothy Porter sobre a experi\u00eancia negro-africana no Brasil, desenvolveu a problem\u00e1tica do supremacismo branco na sociedade brasileira. O autor denuncia esta supremacia branca constru\u00edda sob uma fr\u00e1gil argumenta\u00e7\u00e3o, esvaziada de qualquer car\u00e1ter cient\u00edfico e valor hist\u00f3rico-factual, por\u00e9m justificada pela ideologia da branquitude dominante e articulada como projeto pol\u00edtico de manuten\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o social, demonstrando as consequ\u00eancias nefastas da aniquila\u00e7\u00e3o do passado do povo afro-brasileiro por aqueles detentores de poder que controlam o presente. Assim, o objetivo deste trabalho conjunto \u00e9 refor\u00e7ar o debate acerca das <em>Pol\u00edticas da pele<\/em> e do discurso ideol\u00f3gico do supremacismo branco, trazendo ao debate as estrat\u00e9gias novas e antigas de Aquilombamento. Para isso, ser\u00e3o destacadas as viv\u00eancias e as mem\u00f3rias de Grada Kilomba e de Abdias Nascimento durante as suas respectivas trajet\u00f3rias de vida, na qualidade de intelectuais expressivos da sociedade contempor\u00e2nea.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Julio Cesar S\u00e1 da Rocha, Pensilvania Neves, Cecilia Am\u00e1lia Cunha Santos, Sthella Laryssa Barros Loureiro Lima, Deane Barbosa de Jesus, Giovanna Martins Sampaio, Camila Bispo Vale, Leila Santiago Cust\u00f3dio da&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":137,"featured_media":16743,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[157,162,1],"tags":[],"class_list":["post-16752","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gt-1","category-live-1","category-resumos"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-content\/uploads\/sites\/9\/2020\/11\/GT1.png?fit=600%2C600&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16752","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/users\/137"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16752"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16752\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16755,"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16752\/revisions\/16755"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16743"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/culturas.cc\/congresso2020\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}